A Secretaria de Estado da Saúde e a Defesa Civil do Paraná estão em contato permanente para garantir que ambulâncias dos serviços de urgência e emergência, e demais veículos que atendem a rede assistencial do Paraná, não sejam prejudicados pela paralisação dos caminhoneiros.
O secretário estadual da Saúde, Antônio Carlos Nardi, determinou que superintendentes e diretores de regionais monitorem a situação nas suas regiões e interfiram imediatamente para evitar paralisação dos serviços.
“Por determinação da governadora Cida Borghetti, unimos esforços para evitar problemas na área de urgência e emergência. Pedimos atenção especial para o nível de estoque de combustível, medicamentos e demais insumos necessários para a Saúde. Com apoio da Defesa Civil vamos intervir em situações de bloqueio do transporte desses itens para a nossa rede”, disse o secretário.
Nardi também determinou que as equipes técnicas da secretaria evitem o uso da frota administrativa para reduzir o consumo de combustível e priorizar o atendimento de urgência e emergência.
SAMU – A média diária de atendimentos do Serviço Médico de Urgência (Samu) no Paraná é de 1,7 mil ocorrências, sete delas aéreas. Segundo o diretor da Rede Paraná Urgência, Vinícius Filipak, cada Samu tem condições de antecipar o nível crítico de abastecimento e comunicar a necessidade de intervenção.
“Orientamos as equipes para monitorar as condições de trabalho e comunicar imediatamente sobre bloqueios que impedem a chegada de insumos. Estamos em contato permanente com a Defesa Civil e queremos antecipar problemas para poder agir”, explicou Filipak.
A orientação é que as equipes regionais comuniquem rapidamente por celular em qual município foi identificado o problema, o tipo de serviço, o insumo em risco ou em falta e qual é o potencial de dano à rede de saúde.
“Com essa organização, tanto a Saúde, quanto a Defesa Civil poderão atuar com medidas emergenciais para evitar desassistência à população”, finalizou o secretário Nardi.